sexta-feira, 25 de março de 2011

Rainha Pagã de Hollywood

Impossível, nesta semana, não falar algo sobre a magnífica Elizabeth Taylor, atriz norte-americana que acaba de falecer, deixando-nos – a todos nós, inclusive àqueles que, como eu, não tiveram a oportunidade de acompanhar o auge da carreira de miss Taylor – órfãos de mais uma diva do cinema. Em função disso, reproduzo, abaixo, um texto de Camille Paglia, publicado na Revista Penthouse, em 1992, intitulado “Rainha Pagã de Hollywood”, muito bem lembrado pelo jornalista Paulo Bemerguy (do blog Espaço Aberto).

"(...)Elizabeth Taylor é, em minha opinião, a maior atriz da história do cinema. Ela entende intuitivamente a câmera e suas intimidades não verbais. Abrindo os olhos violeta, conduz-nos ao reino líquido da emoção, que habita por intuição pisciana. Richard Burton disse que ela o ensinou a atuar para a câmera. Economia e contenção são essenciais. Em sua melhor forma, Elizabeth Taylor simplesmente é. Uma carga elétrica, erótica, faz vibrar o espaço entre o rosto dela e a lente. É um fenômeno extra-sensório, pagão.

Meryl Streep, à maneira protestante, entusiasma-se com as palavras; exibe sotaques inteligentes como uma máscara para suas deficiências mais profundas. (E não sabe dizer uma fala judia; destruiu o cáustico diálogo de Nora Ephron em A difícil arte de amar.) O trabalho de Meryl não vai longe. Tentem dublá-la para cinemas indianos: não restará nada, só aquele rosto ossudo, cavalar, movendo os lábios. Imaginem, por outro lado, atrizes menos técnicas como Heddy Lamarr, Rita Hayworth, Lana Turner: essas mulheres têm um apelo internacional e universal. Seriam belas no Egito, Grécia, e Roma antigos, na Borgonha medieval ou na Paris do século XIX. Susan Haywad fez Betsabé. Tentem imaginar Meryl Streep num épico bíblico! Ela é incapaz de fazer os grandes papéis legendários ou mitológicos. Não tem poder elemental, não tem aquela sensualidade tórrida.

(...)Elizabeth Taylor é uma criação o show business, dentro do qual ela tem vivido desde que começou como atriz infantil. Ela tem a hiper-realidade de uma visão de sonho. Meryl Streep, com seu chato decoro, é bem-vinda à sua pose de atriz esforçada e despretensiosa. Eu prefiro a velha Hollywood lixo, cafona, a qualquer hora. Elizabeth Taylor, entusiasticamente comendo, bebendo, no cio, rindo, xingando, trocando de maridos e comprando diamantes aos montes, é uma personalidade em escala grandiosa. É uma monarca numa época de tristes liberais. Como estrela, ela não tem, ao contrário de Greta Garbo, Marlene Dietrich e Katharine Hepburn, qualquer ambiguidade sexual em sua persona. Terrena e sensual, apaixonada e voluntariosa, mas terna e empática. Elizabeth Taylor é a mulher em suas muitas fases lunares, admirada por todo o mundo".

Texto indicado pela bolsista Elck Oliveira

quarta-feira, 23 de março de 2011

Jogo: The History Channel: Civil War - A Nation Divided

Ficha Técnica:

Título: The History Channel: Civil War - A Nation Divided
Gênero: Guerra/Tiro
Fabricante: Activision
Lançamento: 2006
Idioma: Inglês
Plataforma: PlayStation 2
 
Sinopse:

Mergulhe no caos sinta a intensidade da guerra que dividiu uma nação! A Guerra Civil foi um momento decisivo na história dos Estados Unidos da América, quando 3 milhões de pessoas lutaram e mais de 600.000 morreram. Agora você pode experimentar a história reencarnada no primeiro jogo de tiro em primeira pessoa da Guerra Civil já feito para consoles de videogame. Jogue como um Soldado da União ou Confederado nas batalhas mais históricas dos Estados Unidos da América. Use armas autênticas, lute em intensos combates corpo-a-corpo, use explosivos, sabote a artilharia inimiga, destrua edifícios e mais!

Análise do Jogo:

O presente jogo teve seu lançamento simultâneo a um documentário da History Channel que retrata o mesmo evento: a guerra civil Americana. Neste jogo podemos observar ricos detalhes acerca da guerra, bem como de um modo didático apreender aspectos muito importantes deste evento.

No menu principal se tem um ícone cujo nome é Bônus, neste ícone se encontra um vídeo onde é retratado de modo breve a história da guerra. Começando o jogo, o jogador deve escolher de qual lado estará, isto é, se será soldado da união ou confederado, este é um recurso importante, pois permite ao jogador ver os dois lados do conflito.
O jogo possui níveis que retratam as principais batalhas da Guerra da Secessão, incluindo Gettysburg, Bull Run, Shiloh, Antietam, Cold Harbor. Antes de cada nível exibisse um documentário em vídeo descrevendo os momentos históricos de cada batalha, movimentos de tropas, combates locais, fotografias históricas e estatísticas das batalhas. Outro fato a se destacar é que o combate corpo-a-corpo (fig. 2), isto é, os oponentes duelam próximos, já que na época da guerra não havia armas de grande alcance como temos hoje, por isso para que um tiro fosse certeiro a proximidade era fundamental. Com relação a isso, cabe ainda destacar o armamento presente que vão de rifles de repetição, vários tipos de granadas, artilharia explosiva, metralhadoras, revólveres, baionetas, mosquetes e até sabres.

Fig.2
Fig. 4

 
Recria-se ainda métodos autênticos de luta durante a Guerra Civil, incluindo combates em linhas (fig. 3), barragens de artilharia, assaltos urbanos, tiros de precisão, camuflagem e sabotagem. Destaque-se nisto, a possibilidade de sabotar as linhas telegráficas do inimigo, método muito usado durante o conflito em vista de obstruir sua comunicação. Observa-se nos cenários a tentativa de se recriá-los tal como eram, nota-se várias paisagens, incluindo estações ferroviárias, moinhos, fortes militares, cidades e grandes campos de batalha abertos.
Fig.3
Por fim, cabe salientar os estudos feitos para a produção deste jogo, que como já dissemos foi conseqüência de um documentário produzido pela History Channel. Sendo as recriações dos campos de batalha inspiradas em mapas topográficos e fotografias dos terrenos reais, e as batalhas baseadas em situações ocorridas e em métodos de combate que foram realmente empregados.

Texto e indicação do bolsista João Antônio Lima

Referências:
The History Channel: Civil War - A Nation Divided. Activision, 2006.  
http://gamesdrt.blogspot.com/, acessado em 09 de dezembro de 2010, às 22h30m.
Imagens:
Fig 1: http://plataformagames.blogspot.com/2010/11/history-channel-civil-war nation.html, acessado em 09 de dezembro de 2010, às 23h46m.
Fig 2,3,4 e 5: http://jogos.uol.com.br/playstation2/fichas/historychannelcivilwar.jhtm, acessado em 10 de dezembro de 2010, às 00h07m.


sexta-feira, 18 de março de 2011

Recomeço



Às vezes fico pensando quantos sonhos e planos não se perderam por medo ou por receio de que as coisas não iam dar certo ou pelo simples fato de que é mais fácil não fazer nada sempre seguindo a lei do menor esforço esta que nos faz pessimista,preguiçosos,submissos ou pré-potentes em relação ao próximo e a vida e ficamos de braços cruzados esperando as coisas virem do céu mais nada cai do céu naturalmente só a chuva isto é algo que aprendemos porém as vezes não assimilamos então quebramos a cara nos indignamos com as coisas mais não fazemos nada para mudar a situação ficamos em meio a discursos vazios sem agirmos para que as coisas mudem seja em nossa vida pessoal quando não fazemos nada para mudarmos nossa condição e nosso modo de vida e mesmo vendo que estamos nos prejudicando nos enfiando cada vez em um buraco cada vez mais profundo e sem saída falando pra nós mesmos que vamos mudar mais nada muda e também não movemos uma palha  para que nossa vida mude prejudicando a nós mesmos e àqueles que amamos cometendo erros atrás de erros de maneira consciente, ou até inconscientemente,  por que temos a capacidade de aprender com os erros mais se não aprendemos nada com erros estamos fadados ao fracasso.

E é por isso que por mais que seja difícil tem certos momentos que é bom avaliarmos a nossa vida para começarmos tudo de novo revendo nossos conceitos, aceitando as diferenças transformando os erros em possíveis acertos tendo a capacidade de ver que o que fazemos só esta nos prejudicando para que possamos dizer que tudo que fizemos valeu a pena e quando sabemos leva a vida da maneira correta e não deixando que ela nos leve e sim  tomando as rédeas de nossas vida da maneira pela qual temos certeza que nunca vamos nos arrepender  ou nos prejudicar com tudo que fizemos tendo a certeza que tudo valeu a pena e que de uma maneira ou de outra fizemos o possível para deixarmos o mundo melhor do que encontramos ou simplesmente a vida daqueles que estão ao seu redor um pouquinho melhor. Para que não venhamos a chorar um dia o tanto que perdemos pelas nossas escolhas em relação ao que ganhamos com elas.

Texto de autoria do bolsista Alan Clayton

quinta-feira, 17 de março de 2011

Novos olhares do Brasil Colonial



O conhecimento que temos sobre o Brasil é quase todo baseado em documentos escritos, a maioria da população não tem idéia de qual teria sido a aparência das vilas e cidades nos primeiros séculos de colonização. O livro “Imagens de vilas e cidades do Brasil colonial’’ de Nestor Reis, é o resultado de uma pesquisa sobre a documentação iconográfica do Brasil nos primeiros séculos do Brasil colonial, nos permitindo uma maravilhosa viagem no tempo. 

Desenhos de valor inestimável, alguns aquarelados guardados e praticamente esquecidos nas bibliotecas e arquivos do Brasil e da Europa, algumas imagens deste livro são bem conhecidas pelo uso de historiadores nas suas obras, mais na maioria inéditas ou pouco conhecidas.

Os desenhos são de autoria dos militares portugueses, os mesmos são responsáveis pela maioria da documentação. Vilas e cidades mais antigas apresentam muros e portas como grandes fortalezas como é o caso das cidades do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Pará.

Imagens de Bragança e Ourém no inicio da colonização.

 
A primeira parte do livro apresenta imagens e na segunda parte encontram-se comentários sobre as imagens, é um trabalho riquíssimo que permite uma reinterpretação da história da urbanização e do urbanismo no Brasil, além de uma revisão dos processos de ensino da história. 
Vale à pena conferir.

Texto e indicação da bolsista Aline Lima

quarta-feira, 16 de março de 2011

Documentos Interessantes: Defloramento

Em meio a um circulo complexo de costumes e regras do século XIX, os crimes de defloramento eram visto como rompedores do pudor familiar, da honra da casa, vergonha para todo pai, que em muitos casos carregava em seus ombros a culpa pelo ocorrido com suas filhas. Estes pais, buscando a honra e a dignidade perdida, travavam cansativas batalhas judiciais, em busca de punição para aquele que desonrara sua filha; dentre estes pais encontramos o senhor Isidoro Marques de Oliveira Brito, pai da menor Alcidia, que fora deflorada por seu namorado, no ano de 1890. 

O pai esta presente em todas as instancias do processo, procurando de todas as formas provar que sua filha fora corrompida, iludida pelas promessas de casamento, e que por assim crer, acabou se entregando ao acusado. O processo não apresenta conclusão, deixando-nos, assim, sem saber do desfecho do caso. Mas o bilhete, escrito em forma de poema, do acusado para a menor, nos faz entender que esta faleceu, por motivos desconhecidos; a luta do pai pela honra fora, provavelmente, interrompida pela tragédia.

Texto e Documento transcrito pela bolsista Anndrea Tavares

sexta-feira, 11 de março de 2011

Iron Maiden em Belém



Dia 01 de abril de 2011 acontecerá em Belém do Pará um dos shows mais aguardados pelo público “metaleiro” Da nossa cidade, o show da banda Inglesa Iron Maiden, o show que abrangerá Belém também passará por 26 cidades em 13 países e cinco continentes num total de 29 shows, será uma das maiores turnês já realizadas pela banda, com duração de dois anos. A turnê “The Final Frontier World Tour” será percorrida pelos cinco continentes à bordo da aeronave própria da banda, o “Ed Force One”, em homenagem ao mascote da banda chamado de “Eddie”. 

A aeronave, um Boeing 757 carrega aproximadamente 10 toneladas de equipamentos de som pelo planeta, o avião será todo customizado com a temática da turnê, que tem como eixo seu ultimo trabalho em estúdio, o álbum The Final Frontier (2010), algo como “a fronteira final” (tradução livre) sendo o décimo quinto trabalho produzido pela banda em estúdio em 30 anos de carreira desde o lançamento de seu primeiro disco “Iron Maiden” (1980), mantendo uma impressionante média de 2 álbuns em estúdio a cada dois anos. 

Ao longo da sua carreira, a banda encabeçada pelo baixista Steve Harris, vendeu mais 80 milhões de álbuns, e desde 2005 durante sua turnê Americana a banda foi adicionada à Calçada da Fama de Hollywood, e em 2002 recebeu o premio Ivo Novello em reconhecimento às suas realizações ao longo de sua carreira como uma das mais bem sucedidas parcerias de composição da Inglaterra.

A banda conta com Bruce Dickinson nos vocais, Steve Harris no baixo, Dave Murray, Janick Gers, e Adrian Smith nas guitarras e Nicko McBrain na bateria, e o Show promete ser um grande evento onde esperam os “headbangers”, que coloque Belém na rota das principais bandas do gênero Heavy Metal em suas turnês pela América do Sul. “UP THE IRONS” 

Texto produzido pelo bolsista Thiago Moura

Mensagem da Semana

A verdadeira grandeza está na humildade; a verdadeira vitória na paciência; a verdadeira felicidade no sacrifício; a verdadeira riqueza no desapego de tudo; o verdadeiro lucro em dar aos necessitados; a verdadeira glória no sofrimento; a verdadeira realeza no serviço de Deus; o verdadeiro progresso na renúncia de si mesmo; a verdadeira liberdade na sujeição ao dever; o verdadeiro gozo na imolação das paixões; a verdadeira habilidade na simplicidade do coração; a verdadeira sabedoria na loucura da Cruz.
Dom Antônio de Macêdo Costa, 10º Bispo do Pará (1860-1890)