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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Recomendação de Filme: Apocalypse Now


Diretor: Francis Ford Coppola
Ano de lançamento: 1979
Gênero: Drama de Guerra
Elenco: Martin Sheen, Marlon Brando, Robert Duvall, Frederic Forrest, Sam Bottoms, Laurence Fishburne, Albert Hall, Harrison Ford, Dennis Hopper.

              Na minha indicação de filme para esta postagem, escolhi um filme que como poucos, conseguiram retratar a insanidade de uma guerra. Com um roteiro baseado no livro Coração das Trevas (1902) de Joseph Conrad, do qual também indico a leitura, e dirigido pelo magnifico e superpremiado diretor Francis Ford Coppola, Apocalypse Now é um monumento cinematográfico, ousado e intenso do começo ao fim, figurando na lista do American Film Institute como um dos 100 melhores filmes de todos os tempos, ganhador de dois Oscar (melhor fotografia e melhor som) e indicado em outras 6 categorias, 3 Globo de Ouro (melhor diretor, melhor roteiro adaptado e melhor ator coadjuvante - Robert Durvall) e 1 Palma de Ouro no Festival de Cannes (melhor filme).
                A trama se passa durante a Guerra do Vietnã no final dos anos 1960 quando as tropas americanas já estavam presentes para combater a guerrilha vietcongue de orientação comunista no norte do Vietnã, com o intuito de impedir o avanço do comunismo para o restante daquele país. É neste cenário belicoso que o roteiro se desenvolverá mostrando os horrores de uma guerra que causou danos físicos e mentais naqueles que nela combateram. O enredo tem como personagem coadjuvante o capitão Benjamin Willard (Martin Sheen), um homem angustiado e fadigado pela guerra, que recebe a missão secreta de assassinar o seu compatriota e dissidente de guerra, coronel Kurtz (Marlon Brando), que lidera um exército rebelde na fronteira entre o Vietnã e o Camboja, um lugar de difícil acesso. Willard recruta alguns soldados para acompanha-lo em um barco até o leito do rio Nung, para ajuda-lo a executar a sua missão. Durante a viagem os tripulantes se depararam com o lado mais sombrio da guerra e de si mesmos beirando a loucura, o que revela um ponto em comum com a proposta do livro Coração das Trevas e de relatos reais de soldados.
               Coppola conseguiu captar a essência do ambiente de guerra, com cenas marcantes e vigorosas filmando a sua película nas Filipinas, lugar com características similares ao do Vietnã. O filme começou a ser gravado em 1976, três anos após a retirada das tropas americanas e menos de um ano depois do termino da guerra. Houve vários problemas durante as gravações tanto com o clima (um tufão que atingiu as Filipinas e destruiu os cenários) quanto com o elenco (o ator Martin Sheen sofreu um infarto durante as gravações) entre muitos outros, por isso o filme só conseguiu estrear em 1979 no Festival de Cannes com quase dois anos de atraso, mas a despeito dos problemas Apocalypse Now arrebatou o premio principal, sendo um sucesso de publico e crítica.
              Com um elenco excelente, um diretor talentoso e uma fotografia espetacular, Apocalypse Now se tornou uma referencia em filmes de guerra. Nem a sua longa duração faz com que o telespectador perca a atenção, em um filme que vai muita além de bombas e tiros, mas leva os personagem e o telespectador a presenciar os horrores da guerra que deforma a humanidade. Um filme que vale a pena ser conferido.

Por: Gabriel Prudente
             
               

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

“Dr. Fantástico” - Resumo do filme



Resolvi colocar neste texto não só o resumo deste filme como o que me levou a fazer o mesmo assim como o percurso metodológico para concebê-lo. Logo, Quando soube que ia postar mais um texto neste blog comecei a meditar sobre o que iria falar sobre minhas reflexões, sobre um artigo que eu tenha feito e ainda não tenha publicado, ou que tal comentar uma noticia, são tantas opções. Pensei então essas coisas são legais mais acho que vou escrever sobre algo que realmente gosto, como agrada a muita gente um entretenimento de massa, que tal então falar sobre algo relacionado à 7ª arte. É cinema! É bom mais não vou ser geral mais sim especifico vou então falar sobre um filme mais qual são tantos os filmes que eu gostei no decorrer da minha vida. Devo então falar sobre algo relacionado a historia mais são tantos os filmes relacionados a historia mais sobre o qual são tantos os filmes que abordam um momento histórico, um acontecimento marcante na historia da nossa humanidade.
Pensei, pensei e nada... Resolvi então abrir um livro sobre historia da civilização ocidental para me distrair um pouco e estava lá guerra fria a crise dos misseis cubanos década de 1960. Falei comigo mesmo olha que interessante, nessa época poderíamos considerar que o mundo estava a beira de uma 3ª guerra mundial esta que por sua vez poderia trazer a humanidade proporções catastróficas, pois naquele momento tanto os Estados Unidos quanto a URSS tinham a tecnologia e mostraram em outras ocasiões que possuíam bombas atômicas. Como em Hiroshima e Nagasaki onde os Estados Unidos utilizaram a Bomba H para conseguir a rendição dos japoneses dando a 2ª guerra um fim que custou a vida de milhões de pessoas inocentes e muitos historiadores dizem que a utilização da bomba H tinha mais o objetivo de mostrar para os soviéticos que os norte americanos eram belicamente superiores. E não podemos esquecer que 2011 marcam os 50 anos que foi testada a arma nuclear mais potente já fabricada na historia a bomba czar que levava o nome código IVAN. Que foi fabricada e testada pelos soviéticos em 30 de outubro de 1961, em Nova Zembla uma ilha no oceano ártico, como uma forma de propaganda na guerra fria.
Rapidamente me veio à mente um filme de 1964, chamado “Dr. Strangelove” que no Brasil ficou conhecido como “Dr. Fantástico” produzido por ninguém mais ninguém menos que Stanley Kubrick um dos maiores cineastas do sec. 20. E que tem em seu currículo filmes como “2001: uma odisséia no espaço”, considerada por muitos a melhor obra de ficção já produzida na historia do cinema mundial, entre outros. Dr. Fantástico é um filme baseado no livro “Red Alert” escrito por Peter George que satiriza de maneira bastante inteligente chegando ate ao humor negro a relação existente entre norte americano e soviético durante a guerra fria e o período de tensão nuclear existente na década de 1960. Tem em seu elenco Petter Sellers um dos maiores comediantes da época e George C. Scott entre outros grandes atores no elenco.
Em sua trama o filme mostra Jack Ripper um general norte americano transtornado que direto de sua base ordena um ataque nuclear aos soviéticos, e segue com o presidente dos Estados Unidos, seus conselheiros e um oficial da força área britânica reunidos no pentágono para evitar que o bombardeio ocorra e provoque um incidente diplomático que terá como conseqüência uma guerra nuclear que vai por fim a vida na terra. No desenrolar da trama o general Tergeson, um general exagerado e patriota que não confia no embaixador soviético De Sadesky que é convidado pelo presidente norte-americano para participar da reunião de cúpula no pentágono para deixá-lo a par dos acontecimentos que poderiam mudar os rumos da humanidade em companhia do Dr. Strangelove um especialista em armas nucleares que por ironia era um nazista da força armada alemã que passou a ser o braço direito do presidente norte americano. E dessa forma vai se desenrolando a trama do filme com perspicácia e bastante humor Stanley Kubrick satiriza aquele momento de tensão que se vivia na época. Criticando essas duas potencias que com o intuito de provar e manter a sua hegemonia eram capazes de causar uma catástrofe em escala global mudando totalmente os rumos da humanidade. O filme mostra toda a genialidade do seu produtor que através de muito bom humor denuncia o que poderia acontecer caso ocorresse uma guerra nuclear.
E é isso pessoal fica a dica para o fim de semana e para os cinéfilos de plantão assistam porque o filme é ótimo alem de ser uma maneira de aprendermos que as guerras podem muito bem levar a humanidade a nada mais nada menos que a sua extinção e que a historia nos ensina que quanto maior o poder maior a (i)rresponsabilidade e o (des)compromisso dos nossos governantes na busca pela paz.

Postado Por Alan Clayton