sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mensagem da Semana


A importância do aliado (Paulo Coelho)

Não se esqueça que o fraco de hoje pode ser o forte de amanhã.
Ninguém é tolo, e a vida ensina a todos – mesmo que isto exija tempo. Saiba tratar cada um de acordo com suas qualidades espirituais, e não se deixe enganar pelas aparências.
Consiga aliados.
A vida dá muitas voltas, e nos coloca diante de provas a cada momento de nossa existência. Por isso, se você estiver numa posição boa, procure beneficiar seus amigos.
Distribua generosamente aquilo que recebe, e desta maneira nunca lhe faltará nada – mesmo nos momentos difíceis.
Deixe a energia das bênçãos circular livremente. É surpreendente a eficácia da generosidade.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Documentos Interessantes: Prática de Magia e Sortilégios

Trata-se de um processo criminal do ano de 1942, onde Raymundo Joaquim dos Santos e Inocencia Sousa foram denunciados por seus vizinhos. O casal é acusado de praticar magia e sortilégios, empregando orações e batuques para, segundo a denúncia, tanto curar enfermos quanto fazer malefícios. É interessante perceber no documento a repressão feita pela polícia à pajelança e feitiçaria; uma vez que é dito no processo que o delegado colocou o serviço de inteligência do Comissariado do Jurunas para espionar os acusados e a casa deles, a fim de confirmar a denúncia.

Percebe-se o conflito entre conceituar Raymundo ora como pajé, ora como feiticeiro. O pajé, entendido como aquele que curava; o feiticeiro era aquele que fazia adoecer. Interessante perceber a elaboração de discursos em torno de uma tríade: religião, ciência e medicina.

A partir da década de 20 do século XX, as imagens de uma pajelança negra e africanizada tornam-se mais presentes e constantes. No documento em questão são notórios esses traços africanizados da pajelança; uma vez que na denúncia os vizinhos afirmam que havia instrumentos e muito batuque no terreiro do pajé Raymundo.
A denúncia se dá no ano de 1942, justamente no ano que começa a vigorar uma nova legislação penal, substituindo a Consolidação de Piragibe de 1932; na nova legislação penal de 1942 não era mais considerado crime a prática de magia e seus sortilégios; no entanto, mesmo sendo eliminada da legislação penal, havia ainda maneira legal para perseguir os praticantes da pajelança, o crime de exercício ilegal da medicina.

Documento proveniente do acervo criminal do Centro de Memória da Amazônia. 5ª Vara criminal – Diversos. Sobre o tema ver: FIGUEIREDO, Aldrin Moura de. A Cidade dos Encantados: pajelança, feitiçaria e religiões afro-brasileiras na Amazônia. EDUFPA. Belém, 2008.

Texto produzido pelas Bolsistas Marília Imbiriba e Débora Muniz


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Feliz Ano Velho


É senso comum dizer que, no Brasil, o ano só começa, de fato, depois do carnaval. 

Enquanto o carnaval não vem, partindo dessa máxima tupiniquim, podemos ainda prosear sobre o ano que inicia e o que esperamos dele.

Acredito que o grande barato da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da nossa trajetória. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA! Óbvio que a vida prega peças (e que peças...) e, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais, sobra mês no fim do salário ( e como sobra!).

Por outro lado, é bom que se pense que não tem graça viver sem gargalhar (um riso que seja) pelo menos uma vez ao dia. Será que tem sentido ficar chateado durante um dia inteiro por uma discussão na ida pro trabalho?

O importante é viver, e viver bem... o máximo que pudermos.

2010 foi um ano cheio... de realizações, de coisas boas, de problemas, de desilusões... normal.

É a grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou... normal. 2011 não vai ser diferente... pode mudar o ano, o século, o milênio... mas nós continuamos seres humanos cheios de imperfeições e isso que é o maravilhoso da vida. O diferente, o inusitado, a surpresa, a expectativa, a lágrima, o riso...

Acontecem coisas e situações que nem sempre são o que esperávamos... a pergunta é: E aí? Fazer o quê? Acabar com o dia? Com o bom humor? Com a esperança? 

A gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida,queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro stressados e de cara amarrada. 

Quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao nosso na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping).Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da vida, a gente bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do dia. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.

Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença. 

Eu entro muito pela outra porta, (e às vezes saio por ela também). É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. 

E como esse, a maioria dos nossos "problemões" podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail (e-mail é ótimo), um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça... Pra ser sincera, vinte e quatro horas têm sido pouco pra tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorada.

Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato.
Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor!!!!

O humor é contagiante (para o bem e para o mal) que seja o bom humor a contagiar. Um passo essencial para ser feliz é dar menos importância à opinião dos outros sobre nós. Somos escravos da opinião alheia, e isso nos torna inimigos de nós mesmos. Que tenhamos um feliz ano novo...que já não é mais tão novo assim. Feliz 2011 galera!

Texto produzido pela bolsista Marília Cunha Imbiriba dos Santos

Mensagem da Semana


Sobre as certezas. (Paulo Coelho)

P. McWilliams diz que as “certezas” são drogas fortíssimas, nas quais nos viciamos com facilidade.
O que é melhor: ser feliz ou estar certo? Eis a questão que os mestres sempre perguntam.
Se a resposta for: “ser feliz”, então nós somos livres.
Se a resposta for “estar certo”, teremos um caminho miserável, porque tudo neste universo é relativo.
Julgando o mundo na base do certo e errado, temos necessidade de administrar esta justiça.  Passamos a viver entre o ressentimento e a culpa.
Seremos carrascos dos outros, e vítimas de nós mesmos.
Por outro lado, ser feliz não significa fazer tudo que dá vontade.
Mas basta seguir uma frase de Jesus -” amai ao próximo como a ti mesmo” – e as coisas se encaixam.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Passagem cara, serviço precário


Bem pessoal, hoje vou sair um pouco do campo acadêmico e falar sobre um assunto que com certeza interessa a todos: o aumento do preço das passagens dos ônibus de Belém. Bem, não de hoje que vemos o descaso das empresas de transporte coletivo para com a população belenense (claro que não estou falando de todas as empresas, visto que na minha opinião ainda há 2 ou 3 que fazem um serviço razoável), mas aumento da passagem para R$2,15 é um absurdo sem precedentes, visto a qualidade totalmente questionável desse transporte coletivo.

Nós historiadores estamos acostumados a estudar no passado os movimentos de contestação que mudaram a vida da população, e essas é uma das horas em que todos nós devemos nos unir e lutar contra esse “assalto”. Os senhores doutores de terno e gravata não sofrem o q nós “reles mortais” sofrem todos os dias ao pegar um transporte coletivo, coisas como cadeiras quebradas, ou mesmo ônibus sem cadeira (como eu a peguei algumas vezes) superlotação (andando feito animais dentro desses ônibus), baratas, sujeira, e etc.

Como sempre a mesma desculpa: “isso é para melhorar a qualidade do transporte coletivo”... as mesmas baboseiras de sempre, mas o que vemos é sempre do mesmo, os mesmo problemas, e as mudanças foram tão poucas que eu particularmente falando percebi quase nada de melhoras. É hora de sairmos e mostrarmos a esses senhores doutores que nós não somos animais, que ao invés de se preocuparem com o próprio bolso (obs: claro que não são todos, ainda acredito naqueles que lutam pelo povo) estes são NOSSOS REPRESENTANTES, e o que deve prevalecer são os nossos interesses e não os interesses particulares deles. Os políticos ganham, a prefeitura e o Estado ganham, as empresas ganham, mas nós perdemos e muito, ainda mais eu, que sou um estudante e luto todos os dias por uma vida melhor (visto que o ensino brasileiro ainda esta muito longe do ideal) e essas atitudes em nada nos ajudam. Se ao menos a qualidade do transporte realmente aumentasse, ai sim seria outra história...

Texto produzido pelo bolsista André Cruz Moreira.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Documento do Mês de Fevereiro

O documento do mês de fevereiro é um alvará de 1899 no qual era solicitado a licença e autorização necessárias para que a menor Alzira Rodrigues dos Santos, residente no estado do Pará, pudesse se deslocar, em companhia de sua madrinha D. Julia, para a Europa afim de tratar de uma enfermidade, assim como a retirada do dinheiro da conta em nome desta menor, na Caixa Econômica para custear despesas. 

O requerente, que é tio e tutor da menor, justifica sua solicitação, alegando que a necessidade de sua sobrinha ir para a Europa se deve a enfermidade que a mesma apresentava como consta no laudo médico inserido no processo, anemia palustre. Tal doença era decorrente da malária, também conhecida como febre palustre, muito comum nas regiões amazônicas em função do clima e de fatores sociais, como saneamento precário, no final do século XIX. 

Com base nos motivos apresentados pelo tutor, o Curador Geral dos Orphãos concede a licença para o requerente poder mandar à Europa sua tutelada e a devida autorização para retirada de cento e cinquenta mil reis mensais, provenientes do rendimento do prédio pertencente à Alzira, valor que faria frente aos seus gastos com tratamento e educação. 

A partir de tal alvará, podemos vislumbrar questões sobre as condições existentes no estado do Pará e como as pessoas abastadas procuravam alternativas de tratamento para suas enfermidades em outros centros com recursos médicos mais avançados. Sendo, também, uma forma de afastamento do clima amazônico considerado como facilitador para o alastramento de doenças como a malária. 

A escolha do documento, transcrição e redação foram feitas por Camilo Pinto da Silva e Roberta Sauaia Martins, bolsistas do Centro de Memória da Amazônia.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Mensagem da Semana


Seja você, não procure ser o seu próximo. (Paulo Coelho)

Acalme seu espírito, e busque de novo a fonte de onde tudo nasce, removendo qualquer vestígio de maldade ou egoísmo. Se você ficar muito preocupado em descobrir o que há de bom ou de mau em seu próximo, irá esquecer de sua própria alma, e será exaurido e derrotado pela energia que gastou ao julgar os outros. A vida é uma manifestação de amor, e um guerreiro deve estar mais concentrado em promover a paz do que em provocar o combate.